Um nobre cavalheiro, sem motivo
Plausível, se dignou de injuriar-me!
Honra prezo, serei pois vingativo;
Porém não necessito que a mão se arme.
Prestando-lhe respeito e cortesia
Do insulto hei de ficar tão esquecido,
Que o homem já não faça o que fazia,
Que o homem já não seja o que tem sido.
Tendo eu a consciência mais tranquila,
Terá ele o remorso mais pungente,
Verdugo inexorável que aniquila,
Apoquenta, amofina muita gente.