Sou mestre rotineiro, mau gramático,
E uma força ou poder assaz magnético
Atrai-me para o gênero poético,
Mas recusa-me o sal que chamam ático.
o estilo é mais rasteiro do que enfático,
Nos conceitos sou magro como um hético;
Se escrevo sem o estímulo monético,
Aguarda-me um renome problemático.
Na mente do acadêmico político
Meu verso faz dormir como narcótico,
Meu estro é caquético e raquítico.
Não medro no Parnaso por exótico,
E cumpre-se a vontade do meu crítico,
Que transpira o desdém mais estrambótico.