Não sei se em Guanabara ou Marambaia,
abarrota-se de ouro nau mercante,
que demanda o país do imortal Dante,
sob usurpado nome de Araguaia.
Esperando encontrar gente Malaia,
ou supondo tiara ser turbante,
escuta o bom piloto o retumbante
aplauso que não é nenhuma vaia.
A nau volta, o sinal eis no Castelo!
A bandeira auriverde está no mastro!
Espetáculo que tudo tem de belo!
Traz pérolas, marfim, raro alabastro?
Depois de examiná-lo com desvelo,
exclama triste a alfândega: Oh!... Só lastro!