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1820–1905

SONETO

José Joaquim Correia de Almeida

Não sei se em Guanabara ou Marambaia, abarrota-se de ouro nau mercante, que demanda o país do imortal Dante, sob usurpado nome de Araguaia.

Esperando encontrar gente Malaia, ou supondo tiara ser turbante, escuta o bom piloto o retumbante aplauso que não é nenhuma vaia.

A nau volta, o sinal eis no Castelo! A bandeira auriverde está no mastro! Espetáculo que tudo tem de belo! Traz pérolas, marfim, raro alabastro?

Depois de examiná-lo com desvelo, exclama triste a alfândega: Oh!... Só lastro!

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