És o mais vil de todos os traidores
Tu que anônimo escreves para a imprensa
Onde a injúria ou calúnia se condensa,
Causando ao homem probo acerbas dores.
Se das leis assim foges aos rigores,
Como tudo no mundo se compensa,
Punindo-te com áspera sentença
Molestem-te os remorsos roedores.
Em vão à luz do dia te procuro,
Para ver se possuis virtudes raras,
Que até o presente ocultem-se no escuro.
Não te mostras a quem tanto atacaras,
Porque os vícios te fazem feio obscuro,
E as máscaras encobrem as más caras.