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1820–1905

SONETO

José Joaquim Correia de Almeida

É tão severa a lei para o soneto, que ao bom senso parece grande ultraje se, poeta plebeu de humilde traje, em tal dificuldade me intrometo.

É dogma que o sublime poemeto e nascera e morrera com Bocage, porém meu estro impávido reage, e há de triunfar no último terceto.

A coroa honorífica de louro devo alcançar, se bem que não sou filho de Apolo, que me oculta seu tesouro. De maciço valor, de imenso brilho

escrevo aqui um nome (chave de ouro!) — ANTÔNIO FELICIANO DE CASTILHO. —

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