A pedra, que curvado agora apanhas,
Não me pode ferir, posto que empenhas
Tuas forças hercúleas e tamanhas,
Traiçoeiro emboscando-te nas brenhas.
Qual desprezível gato, em vão arranhas,
E querendo morder-me, te despenhas;
Morder a quem conhece tuas manhas,
Difícil é sem dúvida que obtenhas.
Se louca pretensão ainda tinhas,
Tuas vistas por mais aí não ponhas:
Para melhor ensejo afia as unhas.
Repara que somente as criancinhas,
Por temerem horrendas carantonhas,
É que fazem medrosas caramunhas.