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1820–1905

PARÁBOLA, A TRANSFORMAÇÃO

José Joaquim Correia de Almeida

Conheço certo bichinho De inconstância exemplo e norma, E que sem razão plausível Muda de figura e forma.

Quando réptil delicado, Mimoso qual filagrana, É de áurea cor brilhantíssima E se chama tuturana.

Quando volátil inseto Que pincelou que palheta De hábil pintor desenhara O matiz da borboleta?

A tuturana dourada É como urtiga que inflama; A garbosa borboleta Vai pousar na imunda lama.

A política desova Muito bicho desta espécie; — Tuturana ou borboleta- Eis o nome que merece.

Se o tuturana político É como urtiga que inflama, Transformado em borboleta Onde se assenta é na lama.

A política tem cores Mui brilhantes todas elas; Tuturana ou borboleta É bicho de cores belas.

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