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1820–1905

PARÁBOLA, A LUA

José Joaquim Correia de Almeida

Quando a noite é das mais belas, Por estar serena e pura, Faz a lua entre as estrelas Uma brilhante figura.

De dia, se o sol dardeja Com brilho sem par seus raios, Não há quem a lua veja, Senão pálida em desmaios.

Que perspectiva notável, Que painéis dignos de estudo! Que argumento aproveitável Tira a moral sobretudo!

Se quiser o homem ser grande, Faça isto, nem mais nem menos: Frequente os pequenos, ande Junto aos que são-lhe somenos.

Do eminente potentado Se a companhia ele busca, Logo se vê humilhado, E satélite se ofusca.

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