Skip to content
1820–1905

PARÁBOLA, A GALINHA

José Joaquim Correia de Almeida

Que santo prazer não goza quem vê e estuda os carinhos de uma galinha extremosa, criando seus pintainhos!

Tema mãe ela trabalha, procura por toda a parte, e, achando qualquer migalha, pelos filhinhos reparte.

Vigilante no perigo, sentinela permanente, na presença do inimigo defende-os heroicamente.

E se ainda alguém supunha que eu não seja verdadeiro, invoco por testemunha o gavião traiçoeiro.

Mas, depois que os pintos crescem e frangos tratam da vida, é de costume que cessem tanto amor e tanta lida.

Que belo estudo, que boa norma aqui não forma quem não é rudo?!

Educação seja dada aos filhos desde crianças, que a educação esmerada é a melhor das heranças.

Daí cumpre que se espalhem, pois em todo o vasto mundo ser-lhes-á, quando trabalhem, qualquer terreno fecundo.

Filho que não se retira, nem planta milho ou mandioca, supõe a mãe que o parira eterna galinha choca.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.