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1820–1905

OFERTA BARATA E CORRIQUEIRA

José Joaquim Correia de Almeida

— Foste à corte? — De lá venho. — E trazes fazenda boa? — Fazenda má eu não tenho, pois não compro cousa à toa.

— Qual a casa em que compraste o sortimento que trazes? — Noutra melhor não entraste, nem pechincha melhor fazes.

— Compraste à vista ou a prazo? Lá isso é indiferente; nunca me apanha em atraso o cometa impertinente.

— És um freguês de mão cheia! E que obséquios recebes? — Caluda! Não ’stou de veia, e tu mui bem o percebes.

— Tens tido dádiva certa... — Isso agora o que te importa? Recebo em Dezembro a oferta de uma folhinha de porta.

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