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1820–1905

O JUSTO

José Joaquim Correia de Almeida

Como plácidos correm áureos dias Do justo no caminho da virtude! Embates formidáveis da fortuna São encrespadas ondas que se quebram

Na quilha da galera da inocência. Dentro d’alma, no Íntimo do peito Recinto impenetrável aos remorsos Tem arquivado o mapa das ações

Que a interna consciência tranquiliza. Bem-aventurado aquele Que a mil tentações resiste; Bem-aventurado aquele

Que na virtude presiste. Desabe o mundo a seus olhos, Negreje o rosto da sorte; No reduto da inocência

Intrépido encara a morte; Porque o livro das razões, Que tem saldo a seu favor, Pode ser apresentado

Ao Supremo julgador.

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