Como plácidos correm áureos dias
Do justo no caminho da virtude!
Embates formidáveis da fortuna
São encrespadas ondas que se quebram
Na quilha da galera da inocência.
Dentro d’alma, no Íntimo do peito
Recinto impenetrável aos remorsos
Tem arquivado o mapa das ações
Que a interna consciência tranquiliza.
Bem-aventurado aquele
Que a mil tentações resiste;
Bem-aventurado aquele
Que na virtude presiste.
Desabe o mundo a seus olhos,
Negreje o rosto da sorte;
No reduto da inocência
Intrépido encara a morte;
Porque o livro das razões,
Que tem saldo a seu favor,
Pode ser apresentado
Ao Supremo julgador.