Tu és enfatuado aristocrata,
E te inculcas fidalgo:
Sustentas privilégio de nobreza,
De nobreza avoenga:
Relapso no pecado da soberba
Procuras exaltar-te:
Tratando com desdém teu semelhante,
Desprezas o evangelho.
E eu tenho dó de ti porque padeces,
Padeces dentro d’alma.
Quando teu pensamento se concentra,
Ou quando te analisas,
E a voz da consciência deixa ouvir-se
No inteiro julgamento,
Então conheces teu valor legítimo,
Ou tua nilidade.
E é por isso que sofres dentro d’alma,
Miserando soberbo.