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1820–1905

O ANJO DA GUARDA

José Joaquim Correia de Almeida

Se acontece que tua alma Em quaisquer desejo sarda, Escuta a voz ou conselho Do anjo de tua guarda.

Talvez digas por descuido Que nunca pudeste ouvi-lo; Que nem mesmo bem defines O que signifique aquilo.

Reflete porém, e dize-me Se uma voz a ti não fala Sobre o mérito da ação, Quando queres praticá-la.

Pois essa voz ou conselho, Consciência dos moralistas, É o anjo da tua guarda, Ao qual é bom não resistas.

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