Para o ensino primário ser elétrico,
repita o analfabeto obediente
uma letra, uma só eternamente,
e mais perfeito método não há.
Á, á, á; á, á, á.
O progresso real e eficacíssimo
no Império do Brasil e nos Açores
há de vencer as máquinas-vapores,
invenção que tão útil já nos é.
É, é, é; é, é, é.
Seja o sistema pátrio ou seja exótico,
inventado em Faial ou Barbacena,
se lá primeiro ou cá subiu à cena,
nenhum anacronismo vejo aí.
I, i, i; i, i, i.
Haja boa vontade e paz recíproca,
continue a cantar por lá o cuco,
e ouça-se cá o pio do macuco,
que é pássaro maior do que o jaó.
Ó, ó, ó; ó, ó, ó.
E o aluno daquém, dalém do Atlântico
saiba ler, ou por cima ou soletrada,
a história dessa venda desastrada,
do prato de lentilhas de Esaú.
U, U, u; u, u, u.