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1820–1905

LIÇÃO I

José Joaquim Correia de Almeida

Para o ensino primário ser elétrico, repita o analfabeto obediente uma letra, uma só eternamente, e mais perfeito método não há.

Á, á, á; á, á, á. O progresso real e eficacíssimo no Império do Brasil e nos Açores há de vencer as máquinas-vapores,

invenção que tão útil já nos é. É, é, é; é, é, é. Seja o sistema pátrio ou seja exótico, inventado em Faial ou Barbacena,

se lá primeiro ou cá subiu à cena, nenhum anacronismo vejo aí. I, i, i; i, i, i. Haja boa vontade e paz recíproca,

continue a cantar por lá o cuco, e ouça-se cá o pio do macuco, que é pássaro maior do que o jaó. Ó, ó, ó; ó, ó, ó.

E o aluno daquém, dalém do Atlântico saiba ler, ou por cima ou soletrada, a história dessa venda desastrada, do prato de lentilhas de Esaú.

U, U, u; u, u, u.

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