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1820–1905

HINO

José Joaquim Correia de Almeida

Homenagem a Deus tributemos Com intenso fervor incessante, Desde a aurora ao crepúsc’lo da tarde, Quando o solou se deite ou levante.

Homenagem a Deus tributemos Entre o espaço das trevas da noite; Quer o mudo silêncio as governe, Quer o vento de rijo as açoite.

Homenagem a Deus tributemos Quanto à mesa nos chama o apetite; Das doçuras e belos sabores Esse gozo só Deus nos permite.

Homenagem a Deus tributemos Que os trabalhos diurnos e a lida São produtos que o mal do pecado Faz pesar na balança da vida.

Homenagem a Deus tributemos Quando o corpo repousa na cama; Se o descanso interrompe as fadigas É mercê do bom Deus que nos ama.

Homenagem a Deus tributemos Por deixar-nos a meiga esperança, Que através de horrorosa tormenta Nos aponta a serena bonança.

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