Subindo ao triste patíbulo
famigerado ladrão,
solenizava o espetáculo
indistinta multidão.
Entrementes um larápio,
que também aí se achou,
pôs-se a furtar um relógio,
mas o dono lho embargou.
Quis este, como teólogo,
sobre a ação moralizar:
— À vista do exemplo lúgubre
não te emendas de furtar?
— Que esperança! Se o naufrágio
consome uma embarcação,
covardemente abandona-se
a útil navegação?!