— A quem vais dar, meu Ministro,
sem dividir, a empreitada?
— À pessoa afortunada,
como consta do registro.
— De executar a grande obra
tem meios essa pessoa?
— Olé, se os tem! Essa é boa!
Faz venda, e muito lhe sobra.
— Mas então este segundo
terá lucro verdadeiro?
— Encontrará um terceiro
neste país tão fecundo.
— E o terceiro terá lucro
que deva torná-lo farto?
— Pode bem achar um quarto,
se não for animal chucro.
— Pois é esse o teu civismo,
financeiro patriota?
— O tesouro não se esgota,
seja qual for o algarismo.