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1820–1905

CÂNTICO DA B. M. V.

José Joaquim Correia de Almeida

A minha alma magnifica, Ao Soberano Senhor Meu espírito exultou Em Deus, que é meu Salvador;

Porque sobre humilde serva Benignas vistas lançou; Eis que toda a geração Dirá que bendita sou.

Porque o Todo-Poderoso E o tão Santo nome Seu Grãos prodígios e milagres Só por mim ao mundo deu.

E sua misericórdia Nas gerações se verá, E, qual manto imensurável Aos que o temem cobrirá.

Toda a sua onipotência No forte braço mostrou, Com o próprio seu espírito Soberbos desbaratou.

Da cadeira em que sentavam Poderosos fez cair, Dando a mão que os ajudasse Os humildes fez subir.

Aos que fome padeciam De bens encheu que os fartassem, Aos ricos de ostentação Fez que os bens se evaporassem.

Da infinita misericórdia Não sabendo se esquecer, Ao servo Israel dignou-se Em seu seio receber.

Sem faltar ao prometido A nossos pais, a Abraão, E, pelos séc’los dos séculos, À vindoura geração.

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