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1820–1905

A FLOR DO CAMPO

José Joaquim Correia de Almeida

Flor mimosa, que a vista embelezas, não te colha a nociva mão do homem; tuas cores, que brilham ilesas, logo após o contato se somem.

Teu aroma, que as auras perfuma, se murchares, também desfalece; dessas galas não resta nenhuma, quando a flor já colhida emurchece.

És o emblema da virgem mais pura, que não farta a avidez dos olhares; mas, ai dela! se perde a candura, seus encantos lá vão pelos ares!

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