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1820–1905

A ESCRAVIDÃO

José Joaquim Correia de Almeida

Ouve-me, escuta, Senhor injusto; O que te digo É reto e justo.

Com que direito Tens teu irmão Em odiosa Escravidão?

A lei divina E a natural Não o fizeram Em tudo igual?

Tu não ignoras, Homem feroz; Fazes-te surdo À austera voz.

Da consciência Que reprovando O crime horrendo Te está falando.

Ao descendente Do mesmo Adão, Ímpio forjaste Duro grilhão.

Se o consanguíneo Assim flagelas, Santos preceitos Tu atropelas.

Insuportável Ultraje, agravo, Do homem livre Fazer-se escravo!

Teme a justiça Do foro eterno — Aos bons a Glória; Aos maus, o inferno —.

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