Da corrupta atmosfera cortesã
De pútridos miasmas,
Peregrino viandante, vens fugindo,
E já percorreste
As sombrias florestas do P’raíba,
E galgaste a soberba Mantiqueira,
Teatro de infortúnios
Para o triste Mineiro, que buscara
A estrada que ao empório o conduzia.
Toma alento, descansa da fadiga;
Já não tens de subir, e estás bem longe
Da corrupta atmosfera cortesã
De pútridos miasmas.
Nesta imensa chapada que deslizas
Não parece que as raias do horizonte
Amplíssimas excedem teus olhares?
Acaso não respiras docemente
O plácido favônio?
Como teu coração não se dilata
Enérgico batendo
De inefável prazer dentro do peito!
Não vês além, nas bordas da campina
Alvejante Cidade sobranceira?
Vê, repara! É altiva Barbacena
Ufana do caráter de seus filhos
Vê, repara! É altiva Barbacena
Erguido Capitólio inacessível
Aos botes de ridículos mandões.