Skip to content
1820–1905

A CIDADE DE BARBACENA

José Joaquim Correia de Almeida

Da corrupta atmosfera cortesã De pútridos miasmas, Peregrino viandante, vens fugindo, E já percorreste

As sombrias florestas do P’raíba, E galgaste a soberba Mantiqueira, Teatro de infortúnios Para o triste Mineiro, que buscara

A estrada que ao empório o conduzia. Toma alento, descansa da fadiga; Já não tens de subir, e estás bem longe Da corrupta atmosfera cortesã

De pútridos miasmas. Nesta imensa chapada que deslizas Não parece que as raias do horizonte Amplíssimas excedem teus olhares?

Acaso não respiras docemente O plácido favônio? Como teu coração não se dilata Enérgico batendo

De inefável prazer dentro do peito! Não vês além, nas bordas da campina Alvejante Cidade sobranceira? Vê, repara! É altiva Barbacena

Ufana do caráter de seus filhos Vê, repara! É altiva Barbacena Erguido Capitólio inacessível Aos botes de ridículos mandões.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.