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1820–1905

A BIBLIOTECA

José Joaquim Correia de Almeida

Fui visitar Um literato, Que fala em Pope, E lê Torquato.

Tive de ver A livraria, Biblioteca De Alexandria.

Entrei na sala Que os livros conta, Fico aturdido, Cabeça tonta.

Bem colocados Tantos volumes Estão em pilhas, ’Stão em cardumes.

Concerto os óc’los Para ver bem, Procuro os títulos Que os livros têm.

Ligeiro avanço Para o primeiro, E vejo que Não tem letreiro.

Desprendo a capa (Que maroteira!) Era uma folha De bananeira.

E dentro dela (Caso estupendo!) Cheio de espanto O que estou vendo?

(História digna De ser contada!) Um bom tijolo De goiabada.

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