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1861–1898

XVII

João da Cruz e Sousa

Por estas manhãs sonoras Em tudo a luz vibra e salta E arroios, várzeas esmalta De deslumbrantes auroras.

São mais alegres as horas, Nem o humor às almas falta E de uma força mais alta Fecundam-se as virgens floras.

Os aspectos da verdura Recebem formas serenas D’encantos e de frescura. Ah! que ruflados de penas

Na luz que canta na altura, Nas folhagens de açucenas!

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