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1861–1898

XVI

João da Cruz e Sousa

São tantas as sementeiras Como as estrelas são tantas... Ah! que virgens bebedeiras Vêm dos aromas das plantas.

Nas terras alvissareiras De novas colheitas santas, Que brotos de trepadeiras, Que vinhas quantas e quantas.

Como a seiva e o viço estoura Pelos campos da lavoura, Num frenesi de novilho... Só tu, infecunda e triste,

De gelo, nunca sentiste Os vivos germens de um filho!

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