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1861–1898

XIII

João da Cruz e Sousa

Fui aos morangos do prado E nunca os vi tão formosos... Que perfume delicado, Que cores, que tons preciosos.

Cor de sangue atravessado De acesos sóis radiosos Num rubro ocaso doirado, Por horizontes calmosos;

Através da luz da aurora Vivaz e fresca e sonora, Num resplendor nunca visto; Pareceram-me umas gotas

De sangue das carnes rotas Das mãos e dos pés de Cristo.

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