Fui aos morangos do prado
E nunca os vi tão formosos...
Que perfume delicado,
Que cores, que tons preciosos.
Cor de sangue atravessado
De acesos sóis radiosos
Num rubro ocaso doirado,
Por horizontes calmosos;
Através da luz da aurora
Vivaz e fresca e sonora,
Num resplendor nunca visto;
Pareceram-me umas gotas
De sangue das carnes rotas
Das mãos e dos pés de Cristo.