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1861–1898

Visão medieva

João da Cruz e Sousa

Quando em outras remotas primaveras, Na idade-média, sob fuscos tetos, Dois amantes passavam, mil aspectos Tinham aquelas medievais quimeras.

Nas armaduras rígidas e austeras, Na aérea perspectiva dos objetos Andavam sonhos e visões, diletos Segredos mortos nas extintas eras.

O fantasma do amor pelos castelos Mudo vagava entre os luares belos, Dos corredores nas paredes frias. Não raro se escutava um som de passos,

Rumor de beijos, frêmito de abraços Pelas caladas, fundas galerias.

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