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1861–1898

Verônica

João da Cruz e Sousa

Não a face do Cristo, a macilenta Face do Cristo, a dolorosa face... O martírio da Cruz passou fugace E este Martírio, esta Paixão é lenta.

Um vivo sangue a face te ensanguenta, Mais vivo que se o Deus o derramasse; Porque esta vã paixão, para que passe, É mister dos Titãs a luta incruenta.

Se tu, Visão da Luz, Visão sagrada Queres ser a Verônica sonhada, Consoladora dessa dor sombria Impressa ficara no teu sudário

Não a face do Cristo do Calvário Mas a face convulsa da Agonia!

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