Skip to content
1861–1898

Vanda

João da Cruz e Sousa

Vanda! Vanda do amor, formosa Vanda, Macuana gentil, de aspecto triste, Deixe que o coração que tu poluíste Um dia, se abra e revivesça e expanda.

Nesse teu lábio sem calor onde anda A sombra vã de amores que sentiste Outrora, acende risos que não viste Nunca e as tristezas para longe manda.

Esquece a dor, a lúbrica serpente Que, embora esmaguem-lhe a cabeça ardente, Agita sempre a cauda venenosa. Deixa pousar na seara dos teus dias

A caravana irial das alegrias Como as abelhas pousam numa rosa.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Vanda · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove