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1861–1898

V

João da Cruz e Sousa

De manhã tu vais ao gado A cantar entre as giestas, Com tuas graças modestas, Correndo e saltando o prado.

E a veiga e o rio e o valado Que todos dormem as sestas Acordam-se ante as honestas Canções desse peito amado.

As aves nos ares gozam, Entre abraços se desposam, No mais amoroso enlace. E as abelhas matutinas

Que regressam das boninas Voam-te em torno da face.

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