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1861–1898

Triste

João da Cruz e Sousa

Vai-se extinguindo a viva labareda Que te abrasava o coração ridente... Passas magoada pela rua e a gente Umas converses funerais segreda.

Não tens no olhar o sangue q’embebeda, Foram-se as rosas do viver contente... Segues, agora, pobre flor — somente Da sepultura a essencial vereda.

E vem chegando o tenebroso inverno... Mas nesse mal devorador e eterno, Teu organismo já não mais resiste Às punhaladas da estação de gelo...

E acabará como eu nem sei dizê-lo, Triste, bem triste, pesarosa, triste!

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