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1861–1898

Sonetos

João da Cruz e Sousa

Do som, da luz entre os joviais duetos, Como uma chusma alada de gaivotas, Vindos das largas amplidões remotas, Batem as asas todos os sonetos.

Vão — por estradas, por difíceis rotas, Quatorze versos — entre dois quartetos E duas belas e luzidas frotas Rijas, seguras, de mais dois tercetos.

Com a brunida lâmina da lima, Vão céus radiosos, horizontes acima, Pelas paragens límpidas, gentis, Atravessando o campo das quimeras,

Aberto ao sol das flóreas primaveras, Todo estrelado de áureos colibris.

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