Skip to content
1861–1898

Satanismo

João da Cruz e Sousa

Não me olhes assim, branca Arethusa, Peregrina inspiração dos meus cantares; Não me deixes a razão vagar confusa Ao relâmpago ideal de teus olhares.

Não me olhes, oh! não, porquanto eu penso Envolvido no luar das minhas cismas, Que o olhar que me dardejas — doido, imenso Tem a rápida explosão dos aneurismas.

Não me olhes. Oh! não, que o próprio inferno Problemático, fatal, cálido, eterno, Nos teus olhos, mulher, se foi cravar!... Não me olhes, oh! não, que m’entolece

Tanta luz, tanto sol — e até parece Que tens músicas cruéis dentro do olhar!...

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.