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1861–1898

Renascimento

João da Cruz e Sousa

Canta ao sol, como as cigarras A tua nova alegria. No Azul ressoam fanfarra Da grande vida sadia.

Alerta, um clarim de alerta Àquela antiga saúde: — À clara janela aberta Para o mar salgado e rude.

Que volte, ruidosa, agora, Como um pássaro marinho, A tua saúde, a aurora Do teu sangue, estranho vinho.

E como espiga madura Floresce outra vez a vida, Resplandece à formosura, Ó torre de ouro florida!

Quero-te em rosas festivas A polpa das carnes brancas. E rindo-te às forças vivas Com rubras risadas francas.

Formosa, soberba e nua, Nesse olhar que tudo abrange, Na fronte um diadema, em lua Num talhe curvo de alfanje;

Vem! o sol é teu amante! Ah! vem mergulhar nos braços Do flavo sultão radiante Do harém azul dos espaços.

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