Foi por aqui, sob estes arvoredos,
Sob este doce e plácido horizonte,
Junto da clara e pequenina fonte,
Que murmura lá baixo os seus segredos...
Recordo bem todos os cantos ledos
Da passarada — e lembro-me da ponte
Por sobre a qual via-se além, de fronte,
O mar vinil batendo nos rochedos.
Sinto a impressão ainda da paisagem,
Do tom muito tocante da folhagem,
Das culturas rurais, do sítio agreste.
A luz do dia vinha então morrendo...
Foi por aqui que eu pude ficar crendo
O quanto pode o teu olhar celeste.