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1861–1898

Rebelado

João da Cruz e Sousa

Ri tua face um riso acerbo e doente, Que fere, ao mesmo tempo que contrista... Riso de ateu e riso de budista Gelado no Nirvana impenitente.

Flor de sangue, talvez, e flor dolente De uma paixão espiritual de artista, Flor de Pecado sentimentalista Sangrando em riso desdenhosamente.

Da alma sombria de tranquilo asceta Bebeste, entanto, a morbidez secreta Que a febre das insânias adormece. Mas no teu lábio convulsivo e mudo

Mesmo até riem, com desdéns de tudo, As sílabas simbólicas da Prece!

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