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1861–1898

“Que venha o duque normando”

João da Cruz e Sousa

Que venha o duque normando De castelos escoceses Com seu ar bizarro e brando Amar-te os olhos ingleses.

E entre aromas e frescores E revoadas de abelhas, Como num campo de flores, Que esse olhar vibre centelhas.

Que cantem na tua boca As alegrias radiadas, Numa ideal rajada louca De voos de passaradas.

Que como os astros no espaço Teu encanto resplandeça... Com pelúcias no regaço E asas de ave na cabeça.

E que os teus dous seios puros, Que o amor fecundo beija, Fiquem cheios e maduros, Com dous bicos de cerejas.

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