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1861–1898

[Quando eu partir]

João da Cruz e Sousa

Quando eu partir, que eterna e que infinita Há de crescer-me a dor de tu ficares; Quanto pesar e mesmo que pesares, Que comoção dentro desta alma aflita.

Por nossa vida toda sol, bonita, Que sentimento, grande como os mares, Que sombra e luto pelos teus olhares Onde o carinho mais feliz palpita...

Nesse teu rosto da maior bondade Quanta saudade mais, que atroz saudade... Quanta tristeza por nós ambos, quanta, Quando eu tiver já de uma vez partido,

Ó meu amor, ó meu muito querido Amor, meu bem, meu tudo, ó minha santa!

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