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1861–1898

Pássaro marinho

João da Cruz e Sousa

Manhã de maio, rosas pelo prado, Gorjeios, pelas matas verdurosas E a luz cantando o idílio de um noivado Por entre as matas e por entre as rosas.

Uma matinal que o alado Corpo te enflora em graças vaporosas, Mergulhas, como um pássaro rosado, Nas cristalinas águas murmurosas.

Dás o bom dia ao Mar nesse mergulho E das águas salgadas ao marulho Sais, no esplendor dos límpidos espaços. Trazes na carne um reflorir de vinhas,

Auroras, virgens músicas marinhas, Acres aromas de algas e sargaços!

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