Skip to content
1861–1898

Ocasos

João da Cruz e Sousa

Morrem no Azul saudades infinitas Mistérios e segredos inefáveis... Ah! Vagas ilusões imponderáveis, Esperanças acerbas e benditas.

Ânsias das horas místicas e aflitas, De horas amargas das intermináveis Cogitações e agruras insondáveis De febres tredas, trágicas, malditas.

Cogitações de horas de assombro e espanto Quando das almas num relevo santo Fulgem de outrora os sonhos apagados. E os braços brancos e tentaculosos

Da Morte, frios, álgidos, nervosos, Abrem-se pare mim torporizados.

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Ocasos · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove