O rio em turbilhões ei-lo crescendo...
E no seu leito as largas forças vivas
Das profundas correntes impulsivas
Como o sangue na artéria vão fervendo.
No arrebatado cachoeirar tremendo
Florestas de hera, tinhorões, esquivas
Plantas e troncos de árvores altivas
Vão sobre o rio desaparecendo.
Tudo o rio consigo arroja e arrasta
E a natureza vegetal devasta
Nos explosivos borbotões das águas.
Tal os meus sonhos límpidos e amados
Rio abaixo também foram levados
Pela corrente indômita das mágoas.