Sentir as ilusões, puras e belas,
inteiramente mortais e perdidas,
como um milhão simpático de vidas
iluminadas, doces todas elas;
Sentir murchar, como as gentis capelas
da virgindade as crenças tão floridas,
mandando o olhar às tristes avenidas
de uma existência rica de procelas;
Erguer do chão, às vezes, a migalha
de algum consolo envolto na mortalha
de uma ironia, de um sarcasmo eterno!
Entrar em vida num sepulcro mudo,
sem um lar, sem amor, sem luz, sem tudo,
só isso e nada mais é que é o inferno.