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1861–1898

O órgão

João da Cruz e Sousa

Um largo e lento vento dormente Taciturnas lágrimas sonâmbulas, sinfônicas Um esquecimento amargo Uma sombria clausura de almas

Suspirando e gemendo solitárias harmonias Vago luar de esquecimento e prece, Dessa melancolia que anda errando No mar e nas estrelas ondulando,

Pela minh’alma etereamente desce. Na minh’alma, dos Sonhos anoitece O Sentimento que ando transformando Em hóstia de ouro

Sombra e silêncio

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