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1861–1898

O desembarque de Julieta dos Santos

João da Cruz e Sousa

Chegou enfim, e o desembarque dela Causou-me logo uma impressão divina! É meiga, pura como sã bonina, Nos olhos vivos doce luz revela!

É graciosa, sacudida e bela, Não tem os gestos de qualquer menina: Parece um gênio que seduz, fascina, Tão atraente, singular é ela!

Chegou, enfim! eu murmurei contente! Fez-se em minh’alma purpurina aurora, O entusiasmo me brotou fervente! Vimos-lhe apenas a construção sonora,

Vimos a larva, nada mais, somente Falta-nos ver a borboleta agora!

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