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1861–1898

Na mazurka

João da Cruz e Sousa

Morava num palácio — estranha Babilônia De arcadas colossais, de impávidos zimbórios, Alcovas de damasco e torreões marmóreos, Volutas primorais de arquitetura jônia.

Assim, quando surgia em meio aos peristilos Descendo, qual mulher de Séfora, vaidosa, Envolta em ouropéis, em sedas, luxuosa, Cercam-na do belo os místicos sigilos!

E quando nos saraus, assim como um rainúnculo, O lábio lhe tremia e o olhar, vivo carbúnculo, Vibrava nos salões, como uma adaga turca, Ou como o sol em cheio e rubro sobre o Bósforo,

— nos crânios os Homens sentiam ter mais fósforo... Ao vê-la escultural no passo da Mazurka...

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