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1861–1898

Na fonte

João da Cruz e Sousa

Bem ao lado da gruta a fonte corre Trepidamente, as águas encrespando, Em murmúrios crebos, levantando Uns chamalotes prateados — morre

No monte o sol que a luz no oceano escorre E ainda eu vejo, as sombras afrontando, Uma mulher que lava, mesmo quando O sol mais rubro, mais vermelho jorre.

— É num sítio afastado, um sítio ermo... Pássaros cortam vastidões sem termo, Borboletas azuis roçam nas águas. — E a mulher lava, enrubescida a face;

Lava, cantando, como se lavasse As suas tristes e profundas mágoas.

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