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1861–1898

Mocidade

João da Cruz e Sousa

Ah! esta mocidade! — Quem é moço Sente vibrar a febre enlouquecida Das ilusões, da crença mais florida Na muscular artéria de Colosso...

Das incertezas nunca mede o poço... Asas abertas — na amplidão da vida, Páramo a dentro — de cabeça erguida, Vê do futuro o mais alegre esboço...

Chega a velhice, a neve das idades E quem foi moço, volve, com saudades, Do azul passado, o fulgido compêndio... Ai! esta mocidade palpitante,

Lembra um inseto de ouro, rutilante, Em derredor das chamas de um incêndio!

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