Depois a mocidade
Com toda a revoada de mistérios,
Fremente d’ansiedade,
Inundada de cânticos aéreos.
Ai! esta mocidade! Quem é moço
Sente vibrar a febre indefinida
Das ilusões, da cença mais florida,
Na vigorosa artéria de colosso.
Das incertezas nunca mede o poço.
Asas abertas na amplidão da vida,
Páramos adentro, de cabeça erguida,
Vê do futuro o mais alegre esboço.
Chega a velhice, a neve das idades,
E quem foi moço então, lê com saudades
Do azul passado o emocional compêndio.
Ai! esta mocidade palpitante,
Lembra um inseto de ouro, rutilante,
Em derredor das chamas de um incêndio!