Skip to content
1861–1898

Mocidade

João da Cruz e Sousa

Depois a mocidade Com toda a revoada de mistérios, Fremente d’ansiedade, Inundada de cânticos aéreos.

Ai! esta mocidade! Quem é moço Sente vibrar a febre indefinida Das ilusões, da cença mais florida, Na vigorosa artéria de colosso.

Das incertezas nunca mede o poço. Asas abertas na amplidão da vida, Páramos adentro, de cabeça erguida, Vê do futuro o mais alegre esboço.

Chega a velhice, a neve das idades, E quem foi moço então, lê com saudades Do azul passado o emocional compêndio. Ai! esta mocidade palpitante,

Lembra um inseto de ouro, rutilante, Em derredor das chamas de um incêndio!

Cookies on Poetry Cove

We use cookies to remember your language preference and — only with your consent — to learn how Poetry Cove is used. You can change your mind any time.
Mocidade · João da Cruz e Sousa · Poetry Cove