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1861–1898

[Minh’alma está]

João da Cruz e Sousa

Há vultos tamanhos que não Cabendo no globo, vão quedos Mas solenes, refugiar-se na campa. D’aí embuçam-se n’um manto infinito

De glórias?... Minh’alma está agora penetrando Lá na etérea plaga, cristalina! Que música meu Deus febril, divina

Nos páramos azuis vai retumbando! Além, d’áureo dossel se está rasgando Custosa, de primor, esmeraldina Diáfana, sutil, longa cortina

Enquanto céus se vão duplando! Em grande pedestal marmorizado De Paiva se divisa o busto enorme Soberbo como o sol, de luz croado

De um lado o porvir — Anteu disforme Dos lábios faz soltar pujante brado Hosanas! não morreu! apenas dorme.

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