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1861–1898

Mãe e filho

João da Cruz e Sousa

Jesus, meu filho, o encanto das crianças, Quando na cruz, de angustia espedaçado, Em sangue casto e límpido banhado, Manso, tão manso como as pombas mansas;

Embora as duras e afiadas lanças Com que os judeus, tinham, de lado a lado, Seu coração puríssimo varado, Inda no olhar raiavam-lhe esperanças.

Por isso, ó filho, ó meu amor — se a esmola De algum conforto essencial não rola Por nós — é forca conduzir a cruz!... Mas, volta ó filho, pesaroso e triste.

Se a nossa vida só na dor consiste, Ah! minha mãe, por que morreu Jesus?...

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