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1861–1898

Luz dolorosa...

João da Cruz e Sousa

Fulgem da Luz os Viáticos serenos, Brancas Extrema-Unções dos hostiários: As Estrelas dos límpidos Sacrários A nívea Lua sobre a paz dos fenos.

Há prelúdios e cânticos e trenos Tristes, nos ares ermos, solitários... E nos brilhos da Luz, vagos e vários, Há dor, há luto, há convulsões, venenos...

Estranhas sensações maravilhosas Percorrem pelos cálices das rosas, Sensações sepulcrais de larvas frias... Como que ocultas áspides flexíveis

Mordem da Luz os germens invisíveis Com o tóxico das cóleras sombrias...

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